Aqueles que julgam uma tolice cuidar da atitude espiritual antes de atender às actividades mundanas põem em primeiro lugar as coisas que deveriam estar em segundo.
Quem aspire tentar conhecer o Eu Superior deve aprender a recolher-se em sua mente, como a
tartaruga se recolhe em sua concha, a atenção deve agora estar concentrada num simples foco
interno.
Nós os homens modernos, já começámos a dominar a Natureza, mas ainda não aprendemos a
dominarmo-nos a nós mesmos.
A Alma que controla a maré sempre activa dos pensamentos, pode vestir a farda de capitão e
dar ordens à Natureza toda.
Quando pudermos entender o que há por detrás dos olhos que nos miram no espelho
cada manhã, entenderemos então o mistério da vida.
Quando o homem começa a perguntar o que Ele é, já deu o primeiro passo num caminho que
não terminará enquanto não obtiver resposta.
A mente é como um macaco irrequieto, mas acorrentemo-la e sujeita ao treino reconhecerá o
seu dono e estará pronta a obedecer às suas ordens.
A prática da meditação, entretanto permite-nos encontrar vestígios dessa “alguma coisa
em nós” e descobrir o que somos na realidade.
O nosso verdadeiro ser está sempre ali, mas a pressão dos nossos pensamentos e a atenção
contínua que prestamos às coisas exteriores através dos sentidos abafam a suave presença do Eu.
Quem sou eu? Quem é este ser, que habita dentro deste corpo?
“Tudo o que há de melhor em ti, ISSO sou” – é a tua voz silenciosa.
Um dos resultados inevitáveis destas práticas, será uma mudança gradual da sua atitude para com
as coisas, pessoas e acontecimentos. Começará a expressar qualidades que são naturais do Eu
superior, as qualidades de nobre visão, perfeita justiça e o tratamento do próximo como a si mesmo.
A máquina do mundo parece estacionar e de dentro deste ponto, que sois vós mesmos, o absoluto
começa a emergir.
Se formos bem sucedidos em levantar a ponta do véu da consciência, que o sono profundo
representa, poderemos descobrir o significado do céu e da terra.
“Tendo abandonado as coisas do mundo,
Esqueci castas e linhagens;
Minha tecedura é agora no silêncio infinito.
Kabir, tendo pesquisado e se pesquisado a si mesmo,
Encontrou Deus em seu interior”.
No silêncio absoluto da sua Alma, sentirá que pensar meramente é fazer um ruído sacrílego.
Neste estado elevado, ao descobrir a presença do seu eu divino, ele percebe que o melhor
pagamento por este privilégio é reunir todos os seus pensamentos sobre o altar sagrado e
sacrificá-los.
Neste raro momento o intelecto é cremado e de suas cinzas surge a fênix do verdadeiro eu,
o imperecível Eu Superior do homem.

1 comentário:
Olá!
Obrigada pela tua visita ao meu blog e sê bem vindo sempre que os teus clicks para lá te levarem. :)
Queria ficar seguidora deste teu blog mas parece que ha um problema com o widget. Vou voltar em breve e tentar novamente!
Abraços!
Karina.
www.tangerinadescascada.blogspot.com
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