sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dentro de mim...


Dentro de mim…

Dentro de mim há algo,

Algo que não sei ainda como descrever, mas é maior que eu, bem maior, mas serei eu?

Quando estou no meu silêncio, sinto uma força indescritível cá dentro, bem lá no fundo, como se fosse o fundo dos fundos do mar, onde ainda ninguém chegou, ou terão chegado apenas alguns afortunados! Mas existe uma pequena diferença!

É que neste fundo, o que lá irei encontrar não é algo de novo, alguma descoberta épica, não!

É algo que eu sempre soube, mas que nunca dei atenção, como se estivesse esquecido, refundido, no fundo de uma gaveta!

Dentro de mim, no fundo, bem lá no fundo, para onde eu tento desvendar um trilho e no entretanto vou percorrendo este labirinto cheio de caminhos falsos, mas nos quais, em qualquer um deles, vislumbro mais uma peça para juntar ao mapa do meu “Eu”. Os tais becos sem saída, servem para que junte mais um pouco de conhecimento ao meu baú da sabedoria, que contém as lições que aprendi nesta ou noutra Vida. Sim, porque o que aprendi até agora me mostra, que tudo o que somos não é fruto apenas da nossa evolução nestes poucos anos que consideramos toda a nossa Vida, mas sim um acumular de experiências, de emoções, de sentimentos e momentos que foram vividos desde há bem mais tempo!

Dentro de mim identifico algo enorme, algo até por vezes assustador só de pensar na grandeza potencial, mas assusta, apenas, porque estou sob a influência da minha experiência de anos a julgar-me finito! Mas como agora sei, não poderia estar mais plenamente enganado, vivendo nesse mundo em que nos julgamos ridiculamente pequenos e faço agora o caminho contrário.

Eu vou mostrar-vos a verdadeira, a verdadíssima verdade!

Imaginem-vos simplesmente vocês, imaginem-se vivendo na terra, onde realmente estão neste momento, a ler esta mensagem e comecem a fazer um zoom off, ou um zoom -, afastem-se de vocês, para cima, sempre para cima.

Cheguem-se cada vez mais para longe, vejam o edifício onde estão, depois a cidade, o país, o continente e “Pause”, vejam-se desde fora do planeta!

Vêem como são pequenos?

Nem sequer formigas!

“Play” mais uma vez e vejam à vossa frente todo o sistema solar, depois toda a via láctea, até que vão até aos confins dos confins do universos, vejam o todo do universo, vêem realmente o que são? Isso mesmo! O Todo do Universo, é isso que cada um de nós é.

E o Todo do Universo está bem cá dentro, bem cá no fundo dos fundos…

Dentro de mim…

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