sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Acaso...

Os "Por acaso" fazem parte do lexico comum que empregamos no dia-a-dia, quer acreditemos neles ou não, usamos esta expressão!
Ora, se reflectirmos um pouco neste assunto, poderemos tirar algumas conclusões interessantes!

O Acaso, para mim, devido a já ter pensado no assunto e também ter lido bastante sobre o mesmo, é simplesmente uma maneira de justificarmos muito rapidamente algo que nos foi proporcionado, ou a alguém, cuja razão ou fundamento, ou intenção, simplesmente desconhecemos!
Se repararem bem, em qualquer situação, em qualquer coisa da nossa vida, poderiamos acusar o acaso de ter a culpa de tudo!

- Conheci alguém com quem me cruzei na rua, "por acaso" iamos a passar no mesmo sítio na mesma altura!
- Alguém estava a pensar em mim e "por acaso" apareci nessa mesma hora!
- Precisava falar com alguém, mas não tinha o contacto, "por acaso" essa pessoa ligou-me!
- "Por acaso" vi um anúncio, concorri a um emprego e fui contratado!
- "Por acaso conheci uma mulher e passei toda a minha Vida com ela!
Mas será que o Ser Humano não tem discernimento além disto?
Será?
Claro que tem!

Os acasos simplesmente não existem!
Digo eu, na minha humilde opinião!

Nós é que temos a mania de chamar de acaso algo que não compreendemos e consideramos que assim está justificado e não precisamos de ir além dessa justificação, simplesmente chega!

Pois a mim não chega, não!
Se quisermos ir além do acaso, iremos encontrar um mundo surpreendente e muito além das nossas expectativas, pois começaremos a compreender como as coisas giram à nossa volta e quais as leis que regem essas coisas!
Começaremos a compreender as razões pelas quais se dão os ditos "acasos"!
E se formos bem fundo, cada um por si, pois somos tal e qual um S. Tomé (Só se eu compreender e vir é que acredito!), iremos compreender que muitos dos acasos têm como culpados os nossos pensamentos e então se estivermos atentos a todo o momento a estes (pensamentos) ficaremos com um entendimento, uma sabedoria tal que podemos chegar à maravilhosa e brilhante conclusão:

Afinal não existem Acasos!

E esta, hein?

Boas Vibrações!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Alegoria do Eu 2...!!


A meditação foi sempre enfatizada por todas as religiões. Segundo os Iogues o estado meditativo da mente é o estado mais elevado em que ela existe. Quando a mente está estudando um objecto externo, identifica-se com ele e se perde. Para usar a comparação do velho filósofo hindu: a alma do homem é como um pedaço de cristal, mas assume a cor de tudo que está próximo a ela. De tudo que a alma toque... retira sua cor.
A cor é tão forte que o cristal esquece-se de si mesmo e se identifica com a cor. Suponha que uma flor vermelha esteja junto do cristal e que o cristal absorva a cor, esqueça-se de si mesmo e pense que é vermelho. Nós todos assumimos a cor do corpo e esquecemos quem somos. Todos nossos temores, todas preocupações, ansiedades, dificuldades, enganos, fraquezas, o mal, derivam daquele grande erro crasso: Que somos corpos materiais.

A prática da meditação prossegue...
O cristal sabe o que é, adquire sua própria cor...
É a meditação que nos leva mais perto da verdade do que qualquer outra coisa...!
Desafio-te a desafiares-te...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Toc, Toc, Toc...Abram o Pano!!!


É tudo uma encenação!
Representa!
O Deus Todo Poderoso representa.
Tu és o Deus Todo Poderoso actuando no palco.

Se quiseres representar e fazer o papel de um mendigo, ninguém será responsável por fazer tal escolha.
Tu gostas de ser o mendigo.
Tu sabes que a tua natureza real é divina.
Tu és rei e finges que és um mendigo.
É tudo uma brincadeira.
Sabe isso e representa!

Tudo que existe é uma farsa.
Representa então!

O universo inteiro é uma vasta encenação!
Tudo é bom porque é uma brincadeira!

Quando eu era menino, alguém me disse que Deus observa tudo.
Quando ia dormir eu olhava para cima e ficava à espera que o tecto se abrisse.
Nada acontecia.
Ninguém nos observa, excepto nós mesmos.
Nenhum Senhor, exceto o nosso próprio Eu.
Não sofras! Não te arrependas!
O que está feito, está feito!

Se te queimares, aguenta as consequências!
Sê sensato.
Nós cometemos erros, e daí?
É tudo uma brincadeira, uma encenação!
As pessoas ficam loucas com os seus pecados passados, lamentam-se e choram e assim por diante.
Não te arrependas!
Após fazer um trabalho, não penses mais nele.
Prossegue! Não pares! Não olhes para trás!
O que irás ganhar por olhar para trás?
Aquele que sabe que é livre está livre;
Aquele que sabe que está escravizado, está escravizado.
Qual é o fim e o objetivo da vida?
Nenhum, pois eu sei que sou o Infinito.
Se vocês são mendigos, podem ter metas.
Eu não tenho metas, desejos ou propósitos.
Eu Sou...
Eu Brinco...

Uma Alegoria do Eu!!!


Imagina o Eu como sendo o passageiro,
o corpo físico como a carruagem,
o intelecto o cocheiro,
a mente as rédeas
e os sentidos os cavalos.

Aquele cujos cavalos são bem domados e cujas rédeas são fortes e bem manejadas pelas mãos do cocheiro (o intelecto), alcança a meta que é o estado Dele, o Omnipresente.
Mas o homem cujos cavalos (os sentidos) não são controlados, nem as rédeas (a mente) bem manejadas, caminha para a destruição.

O que nos faz sofrer...


A causa de todas as angústias que sofremos é o desejo.
Nós desejamos algo e o desejo não se cumpre...
e o resultado é o sofrimento.

Se não houver desejo, não haverá sofrimento.
Mas também há aqui o risco de eu ser mal compreendido, assim, é necessário que eu explique qual o significado de renunciar ao desejo e de nos tornarmos livres de todo sofrimento.

As paredes não têm desejos e nunca sofrem.
É verdade!
Porém nunca evoluem!

Esta cadeira não tem desejos e nunca sofre;
mas é sempre uma cadeira.
Há glória na felicidade, há também glória no sofrimento.
Quanto a mim, estou contente por ter feito algumas coisas boas e algumas coisas más;
contente por ter feito algo de bom e contente por ter cometido muitos erros, porque cada um deles foi uma grande lição.

E o que sou agora é o resultado de tudo o que fiz, de tudo que pensei.
Cada acção e pensamento tem o seu efeito e esses efeitos são a soma total do meu progresso.
O que mais tiro disto é que tudo o que passei me fez aquilo que sou e eu gosto de como sou, por isso agradeço e alegro-me todos os dias por tudo aquilo que passei!